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me, myself and I
terça-feira, maio 04, 2004
 
kids
Às vezes, conversando com amigos, ou sei lá, pensando na vida, começo a refletir sobre filhos. Não sei se o fato de minha avó materna estar nos visitando no Japão também me influencia, afinal, não é todo dia que posso encarar três gerações diferentes da minha família.

Tenho 21 anos; nasci em 8 de janeiro de 1983. Com a minha idade, minha mãe já tinha o meu irmão, que hoje tem 23 anos. O bom de ter um filho antes dos 25 anos é poder reduzir bem o risco de câncer do colo do útero mas, a situação em que o mundo se encontra hoje, que não é das melhores para se ter filhos me preocupa mais do que ter um câncer. Falo em todos os tipos de condições: não só do fato de ter uma guerra lá fora, o medo diário de um ataque terrorista, a violência sem fim nos países mais pobres, mas também em ambiente: se eu tivesse um filho no Japão por exemplo, perante a lei japonesa, o bebê seria estrangeiro. Nasceria como "gaijin" e seria registrado brasileiro e/ou com a nacionalidade do pai.

Este bebê cresceria falando dois, ou três idiomas, morando num país de costumes estranhos. Acho que eu teria um bom instinto de mãe, pois tentaria o máximo possível me sair bem nos pontos onde creio que meus pais falharam em minha educação. Mas seria este um bom ambiente para uma criança crescer, se nem os pais sabem o que fazer da vida no ano que vem?

Vejo poucas crianças no Japão; todas elas são lindas e me dão vontade de ter filhos. Logo penso que eu não tenho compania nem para tomar um café na esquina, o que seria então de mim criando um baby sozinha? Caio na real, lembrando que filhos não são bonecas e me concentro na leitura sobre a Indonésia..................

Falando em filhos, recebi um convite esta semana: alguém que eu gosto muito me pediu para morar com ele. Eu também gosto dele mas não me sinto pronta para encarar isto e espero que ele entenda. Estou numa fase confusa, de amor e ódio comigo mesma, por isso, nem sei dizer exatamente de quem eu gosto......................

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Sometimes, talking with friends, or thinking about life, I start to reflect about having kids. I don't know if the fact of my grandmother being in Japan right now visiting us influences me, because it's not everyday I can see three generations of my family together.

I'm 21 years old; I was born on January 8th, 1983. When my mom was 21, she already has my older brother (he's 23 now). The good thing about having kids before 25 is to decrease the risk of having uterus cancer. But, more than having a cancer, the world's situation now makes me worried. I'm talking about all kinds of situation: not only hte fact of a war happening outside, but the fear of a terrorist attack or the violence on poor countries. Of course, the place to raise a kid now is very important: if I had a baby in Japan, it would be a foreigner in Japanese laws. A "gaijin" since it's born; he orshe would be registered as Brazilian and or with it's father citizenship.

This baby would be raised speaking 2 or 3 languages, living in a country with some weird customs. I think I would have some good instincts, because I would do my best to do not fail on the same points my parents did. But I don' t know what I'm going to do next year: how could I know what to do with a baby?

I don't see so many childs in Japan, but all of them are so cute and makes me feel like I want to have my own kids too. Then I realize that I don't have even a company to have a coffee with me at the corner coffee shop, so what could it be of me raising a child all by myself? Then I come back to the real life and remember that babies are not dolls and try to concentrate on my reading about Indonesia..................

Talking about kids, I was invited to live with someone who really, really likes me. I like him too but I'm not ready to do this and I hope he understands me. I'm so confusing with my feelings, hating and loving myself, that's why I don't know how to say who I love too..............................
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