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me, myself and I
sábado, janeiro 15, 2005
 
Pedras no Ishi
O brasileiro culto é esnobe. Digo isso porque um brasileiro culto é um exemplar raro. E pior que um culto esnobe, é um crítico "ingnorante".

Hoje estava lendo a coluna do antropólogo Angelo Ishi na revista Alternativa, que nesta edição além da coluna usual, publicou uma matéria sobre os 15 anos de imigração brasileira no Japão. Na coluna ele cita elogios e críticas recebidas dos leitores. E claro, a crítica que ele citou no fim da matéria foi simplesmente ridícula.

Ridícula porque o fulano disse que ele apenas criticava negativamente a sociedade japonesa. A sociedade japonesa, como nenhuma outra no mundo, não é perfeita. Ridícula, pois ele acusou Ishi de estar escrevendo qualquer coisa para desabafar e desestresar.Como diria nossas avós, em boca fechada não entra mosquisto, por isso não critico sobre o que não sei. Não falei sobre eleições americanas, não fiz nenhum balanço sobre os dois anos de gorveno Lula, até porque não sou nenhuma analista, colunista, jornalista e nem nada que termine com "ista". Queria apenas ver a lista de livros que o fulano leu em 2004 antes de atirar pedras.

Aliás, eu tinha pensado - apenas pensado, nada de resoluções por favor! - em ler um livro por mês em 2004. Faltou pouco; consegui ler os seguintes:

+ Echo Burning, por Lee Child. Ficção, meu primeiro livro em inglês.
+ A reporter's Life, por Walter Cronkite. Não-ficção, segundo livro em inglês. Muito americano para o meu gosto.
+ O último Conflito, por Ellen G. White. Não-ficção, autora americana, traduzido para o português. Livro sobre religião e fim do mundo. Para refletir.
+ Olhar Crônico, por César Tralli. Não-ficção, talvez uma versão brasileira do A reporter's life, porém, bem mais pobre em detalhes e linguagem mais ou menos. Achava o César um grande reporter, agora...
+ Queimado Queimado, mas agora nosso! Timor, das cinzas à Liberdade, por Rosely Forganes. Não-ficção, o relato dos dias desta jornalista desbravadora no Timor Leste.
+ O código da Vinci, por Dan Brown. Ficção, o resto não preciso dizer, né?
+ The Definitive book of Body Language, por Allan e Barbara Pease. Não-ficção ou auto-ajuda? Um guia sobre comportamento. Boa leitura
+ Decifrar Pessoas, por Jo-Ellan Dimitrius. Não-ficção ou auto-juda? Uma imitação não bem sucedida do livro acima. Autora americana, traduzido para o português. Linguagem pobre e sem graça... ainda nem terminei para falar a verdade...

Amanhã escrevo sobre os livros para 2005...

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Maybe the first three paragraphs are not so interesting for non-Brazilians, so let's jump to the forth:

I thought - only thought, not a resolution, please! - about read one book per month on 2004. Almost got it; I just read the titles below:

+ Echo Burning, written by Lee Child. Fiction, the first book I read in English. It was a gift from a friend from South Africa.
+ A reporter's Life, written by Walter Cronkite. Non-fiction, second book in English. Too much American, what means, not so good...
+ O último Conflito (The last Conflict), written by Ellen G. White. Non-fiction, American writer, translated into Portuguese. About religion and Apocalypse. To reflect about lost of things.
+ Olhar Crônico (Chronic Sight), written by César Tralli. Non-fiction, maybe a Brazilian version of A reporter's life, however, with less details. I thought César a great reporter, but now...
+ Queimado Queimado, mas agora nosso! Timor, das cinzas à Liberdade (Burnt Burnt, but finally ours! East Timor, from ashes to the Freedom), written by Rosely Forganes. Non-fiction, the story of the days of this taming journalist in the East Timor
+ O código da Vinci (Da Vinci Code), written by Dan Brown (translated into Portuguese). Fiction, don't need to say nothing else, right?
+ The Definitive book of Body Language, written by Allan and Barbara Pease. Non-fiction. A guide about people's behavior. Good
+ Decifrar Pessoas (Reading people), written by Jo-Ellan Dimitrius. Non-fiction. A not successful imitation of the book above. American writer, translated into Portuguese. Poor language and no taste... to say the truth, still not finished ...

Books for 2005 on next post
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Comments:
oi, aline!

brigada pelo esclarecimento sobre o dia da maioridade lá no blog. :)
eu até já sabia, por que vi uma reportagem no IPC, mas acabei não explicando direito.

kissu
 
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